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segunda-feira, maio 14, 2007

Panfletagem nesta segunda contra abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

Representantes de organizações da Sociedade Civil fazem uma panfletagem contra o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes às 17h30 desta segunda-feira (14) em dois pontos da Região Metropolitana do Recife: a Estação Central do Metrô, na Avenida Agamenon Magalhães; e no Terminal de Integração da PE-15.

O ato faz parte de uma série de atividades até a próxima sexta-feira (18), quando é lembrado o dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O tema abordado é impunidade. Na sexta haverá uma caminhada pelo fim da impunidade nos crimes de violência sexual. A saída será no Parque 13 de maio, às 16h. O slogan da campanha em Pernambuco é: Justiça=Atitude. Movimente-se.

Fonte: JC Online

Centro oferece curso profissionalizante para mulheres

O Centro de Referência, Apoio e Profissionalização da Mulher Pernambucana foi inaugurado nesta sexta-feira (11). O local funcionará na sede da Federação de Apoio às Instituições Sociais e Escolas Alternativas de Pernambuco (Fepeal), na Rua da União, no bairro da Boa Vista, no Recife.

Serão atendidas mulheres que se encontram sem perspectiva profissional, com baixa escolaridade e que necessitam de assistência psicológica e de saúde. Elas receberão condições para construção da cidadania através da participação de cursos de qualificação profissional.

No centro, as mulheres participarão de cursos de cabeleireiro e maquiagem, moda e estilo, administração e organização doméstica, orientação e assistência à criança e ao idoso, culinária regional, inclusão digital, línguas (português, inglês e espanhol), bijuterias, garçonete, recepcionista de empresas e hospitais e de direção para carros, ônibus e motos.

As mulheres interessadas em se inscrever nos cursos devem procurar a sede da Fepeal ou procurar mais informações pelo número (81) 3222.4663. Num primeiro momento, serão oferecidas 150 bolsas (integrais) a um valor de R$ 10. Outras 150 vagas serão oferecidas a um custo de R$ 300, cujo pagamento pode ser dividido em 3 vezes.


Fonte: JC Online

segunda-feira, abril 02, 2007

Troféu Maria da Penha premia pernambucanas


A primeira edição do Troféu Maria da Penha, realizado pela Federação de Apoio às Instituições Sociais e Escolas Alternativas (Fepeal), foi entregue nesta sexta-feira (30). O prêmio, destinado às pessoas e/ou organizações que se destacaram no trabalho em defesa dos direitos femininos na luta contra a violência doméstica e pela promoção da família e desenvolvimento social, homenageou duas profissionais do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. As jornalistas Cláudia Parente (Jornal do Commercio) e Graça Araújo (Rádio Jornal).

"Esse prêmio vem para referendar a nossa linha de trabalho em defesa das mulheres e pelo fim deste tipo de violência", avalia a jornalista Graça Araújo. "Este tipo de trabalho só é possível porque temos o respaldo do Sistema", ressalta. De acordo com Graça Araújo, o engajamento neste tipo de causa é indispensável ao jornalista que deseja desempenhar bem o dever de atuar em benefício da sociedade. "Eu tento dar voz às vítimas, divulgar ações governamentais e, quando possível, emitir minha opinião. Acho, ainda, que de certa forma eu sou um referencial para as mulheres negras. Por isso, costumo me dirigir a elas para que não tomem caminhos errados, como o envolvimento com drogas, por exemplo", diz, ao avaliar o seu trabalho na Rádio Jornal.

Os prêmios foram distribuídos em oito categorias: Imprensa – Televisão; Imprensa – Rádio; Imprensa – Jornal impresso; Polícia, Empresa, Universidade, ONG e Governo. Além da premiação, os presentes também receberam uma cópia de um livreto em cordel, onde estão explicados pontos da Lei Maria da Penha.

O troféu em si é a escultura de um casal em bronze, executada por Abelardo da Hora. O escultor foi um dos componentes da mesa na entrega do troféu, juntamente com Cristina Buarque, secretária da Mulher, e Cida Pedrosa, da Coordenadoria da Mulher da Prefeitura do Recife. A solenidade aconteceu no auditório da OAB, no centro do Recife.

LEI - A biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia, hoje com 61 anos, lutou durante 20 anos para que seu agressor e marido, o professor universitário Marco Antonio Herredia, fosse condenado. Ele tentou matá-la duas vezes e foi condenado a oito anos de prisão, no entanto, usou de recursos jurídicos para protelar o cumprimento da pena.

O caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acatou a denúncia de um crime de violência doméstica pela primeira vez. Herredia foi preso em 28 de outubro de 2002 e cumpriu dois anos de prisão. Hoje está em liberdade.

Após o caso, Maria da Penha virou símbolo da luta contra a violência doméstica e batizou a Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, sancionada pelo presidente Lula, no dia 7 de agosto de 2006.

Confira os ganhadores:

Empresa: Dulce Moreira, do Armazém Coral
Governo: Cristina Buarque
Imprensa - Televisão: Bianka Carvalho (TV Globo)
Imprensa - Rádio: Graça Araújo (Rádio Jornal)
Imprensa – Jornal Impresso: Cláudia Parente (Jornal do Commercio)
ONG: Centro das Mulheres do Cabo
Polícia: Verônica Azevedo (chefe do Departamento de Polícia da Mulher)
Universidade: Faculdade Maurício de Nassau


Fonte: JC On Line

sexta-feira, março 09, 2007

Maria da Penha recebe Medalha do Mérito José Mariano

Símbolo na luta contra a violência contra mulher, a biofarmacêutica cearense Maria da Penha Maia, 61 anos, recebe a Medalha do Mérito José Mariano, no próximo dia 30 de março, na Câmara Municipal do Recife.

A comenda será entregue pelo vereador Henrique Leite (PT), em solenidade marcada para as 10h, no plenário da câmara.

Fonte: JC Online

quinta-feira, março 08, 2007

Juizado da Mulher é inaugurado no Recife


O Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher será inaugurado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco às 9h de amanhã, dia 8, data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. O novo juizado irá atender toda a demanda de processos da comarca do Recife em que a mulher seja vítima de agressão doméstica. Com competência cível e criminal, o juizado surgiu da recomendação da Lei Federal nº 11.340, batizada de Lei Maria da Penha, sancionada pelo presidente da República no dia 7 de agosto do ano passado.

A juíza titular do novo juizado, Andréa Cartaxo, ressalta que essa é uma vara com competência determinada em razão do gênero. "A iniciativa é muito própria da gestão Fausto Freitas, que busca acompanhar a evolução social e combater o preconceito", considera. "Há bem pouco tempo, a mulher era considerada relativamente capaz pelo Código Civil", lembra a juíza. Cartaxo sempre foi juíza criminal e se deparou, em todas as áreas criminais, com a violência contra a mulher.

Cartaxo reconhece, entretanto, que a implantação do juizado é parte de um esforço coletivo. "O Poder Executivo precisa garantir, por sua parte, a execução da pena imposta pela Justiça, para que ela tenha uma função educativa de repressão geral. Além disso, o Juizado da Mulher é restrito à capital, e precisa em breve ser implantado em todo o Interior do estado", sugere a magistrada.

O coordenador dos juizados especiais, juiz Luís Mário Moutinho, percebe os mesmos benefícios apontados pela juíza titular. "Essa unidade judiciária vem reconhecer a desigualdade intrínseca aos sexos, principalmente no que diz respeito à violência". Moutinho recomenda aos juízes com atuação nessa área que retirem da lei Maria da Penha toda a força que ela lhes dá, a fim de buscar a paz social.

Para a juíza Maria Tereza Machado - responsável durante dois anos pelo Juizado Especial Criminal com competência em processar e julgar os delitos de violência doméstica e contra a mulher - essa inauguração é um avanço. "No Juizado Especial, julgávamos a partir da Lei nº 9.099, que trata os juizados especiais. Sentíamos falta de uma legislação própria para a causa da mulher, que agora está bem representada através da lei 11.340", ressaltou a juíza.

Sobre a instalação do Juizado da Mulher, Maria Tereza ressalta: "É preciso que haja uma integração entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para que os instrumentos previstos na lei possam ser efetivamente colocados em prática".

A Lei Maria da Penha possibilita que agressores sejam presos em flagrante e tenham sua prisão preventiva decretada quando ameaçarem a integridade da mulher. O pagamento de multas de cestas básicas, como era previsto no Código Penal, acaba e a mulher que correr risco de vida é protegida com o afastamento do agressor no leito da família e a proibição de sua aproximação tanto da mulher agredida quanto dos filhos.

Em Pernambuco, a criação do Juizado foi regulamentada através da aprovação do projeto de Lei 1448/2006 remetido pelo TJPE à Assembléia Legislativa de Pernambuco, no final do ano passado.

Endereço

O Juizado da Mulher será localizado no Centro Integrado da Cidadania, situado na Rua da Glória, nº331, no bairro da Boa Vista. O CIC funciona das 7h às 17h. O novo juizado será formado por um juiz titular e dois substitutos, além de psicólogos, médicos e assistentes sociais para tratar especificamente de casos de violência contra a mulher.

Celina Aragão e Rodrigo Guedes

Fonte: Site do TJPE

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Vigília irá pedir o fim da violência contra mulher


Uma vígilia na tarde desta terça-feira (27), às 16h, na Praça da Indepência, no Centro do Recife, irá protestar contra a violência contra as mulheres em Pernambuco. Somente este ano, 51 foram assassinadas: 26 no mês de janeiro e 25 em fevereiro.

Em março, o Fórum de Mulheres de Pernambuco e parentes de mulheres assassinadas, através de panfletos, repudiarão a prática de agendamento de denúncias nas Delegacias da Mulher do Estado.

JUIZADO - Numa tentativa de reduzir este número, o Tribunal de Justiça de Pernambuco inaugurada no próximo dia 8 de março - Dia Internacional da Mulher - um juizado especial que irá cuidar dos casos de violência.

O novo juizado terá competência civil e criminal e irá funcionar na Rua da Glória, nº 331, no bairro da Boa Vista, no Recife. Além do juiz do titular, haverá dois substitutos e médicos e assistentes sociais no local.

Fonte: Jc online